quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Parabéns, "torcedores" do Flamengo!

Na manhã da última terça-feira, a Gávea foi palco de um ato criminoso. Cerca de 30 vândalos, que se entitulam torcedores do Flamengo, invadiram o local de treinamento da equipe rubro-negra e começaram a protestar, devido à má fase do Fla, de uma maneira nada educada, com ofensas e ameaças aos jogadores. Mais grave ainda foi o fato de uma bomba ter sido jogada dentro de campo, onde os jogadores realizavam um treino coletivo.

Estas pessoas merecem os parabéns e toda a admiração da nação rubro-negra. Isto porque eles conseguiram fazer com que o atacante uruguaio Richard Morales, que já havia acertado sua vinda para o Fla, desistisse de jogar pelo time do Rio, devido ao pedido de sua família que ficou muito assustada com as imagens da invasão do treino. Se a negociação tivesse sido concretizada, Caio Jr contaria com um ótimo centro-avante, justamente uma das posições mais carentes de seu elenco. Mas graças a brilhante idéia de alguns sujeitos que não representam a postura da maior torcida do Brasil, a equipe da Gávea continuará sem seu homem-gol, ainda mais depois da contusão do atacante Vandinho na derrota de ontem para o Goiás.

Há sete jogos sem vencer, o que o Mengão mais precisa nesse momento é de apoio, de sua verdadeira torcida ao seu lado. Mas se algum flamenguista estiver satisfeito com a atual fase de seu time e considerar que um elenco que não possui um meia-armador e um centro-avante artilheiro não precisa de reforços, continue a tacar bombas na Gávea.

domingo, 3 de agosto de 2008

Fim da paciência com a brincadeira de Renato.

Exatamente um mês depois de perder o título da Libertadores para a LDU, o Fluminense entrou em campo, diante de um Maracanã vazio, para encarar o Internacional. Após duas derrotas seguidas, a vitória do Tricolor era fundamental para levantar a moral dos jogadores e fazer a torcida voltar a apoiar o time. Mas o esperado pela maioria não veio e o que se escutou depois da partida foi o tradicional coro de "Burro!" direcionado a Renato Gaúcho. Para aqueles que não sabem o resultado final do jogo, agora ficou fácil, pelo menos, de saber quem foi o vencedor.

O Fluminense começou melhor no primeiro tempo. O argentino Conca, que tem parecido estar mais solto sem a presença de Thiago Neves, conduzia muito bem sua equipe ao ataque, mas Dodô não estava em uma noite boa e um gol dificilmente sairia. Já o Inter jogava na base do contra-ataque e foi desta maneira que marcou seus dois gols, ambos com Nilmar. Vendo seu time perder por 2 a 0, já na primeira etapa, Renato Gaúcho colocou, aos 30, o atacante Somália em campo para fazer companhia a Dodô. A alteração só foi surtir efeito no segundo tempo.

Acomodado pela vantagem de dois gols no placar, o Internacional entrou em campo, para a segunda etapa, muito recuado, apenas com Nilmar isolado na frente. A nova cara do time dada por Somália aliada a preguiça de seu adversário fizeram o Tricolor dominar amplamente os primeiros 30 minutos do segundo tempo, chegando a marcar um gol com o esforçado Somália, aos 25. Até este momento, o Flu subia ao ataque de maneira organizada, sem dar chances de contra-ataque ao time do Sul. Mas nos últimos 15 minutos de jogo, o que se viu foi um Fluminense partindo para cima na base do desespero, devido ao pouco tempo restante. Com isso, a equipe de Tite passou a aproveitar os espaços deixados pelo seu adversário e a chance de sair o gol de empate do Flusão era a mesma do Inter marcar pela terceira vez. Apesar do movimentado final de jogo, o placar não foi alterado: Fluminense 1 x 2 Internacional.

A torcida colorada saiu do Maracanã comemorando a primeira vitória fora de casa de seu time neste Brasileirão. Melhor do que isso é saber que os reforços Daniel Carvalho, Gustavo Nery e D'Alessandro ainda nem estrearam e a equipe já demonstra força para brigar pelo título. Já o Fluminense vive uma situação bem diferente. A lua-de-mel entre o time e a torcida terminou, fato que ficou muito claro quando muitos torcedores tricolores comemoraram a expulsão de Maurício, que jogou improvisado na lateral direita, hostilizaram Renato Gaúcho e vaiaram o time como um todo. Sem seus dois Thiagos, que estão em Pequim, e sofrendo com problemas de contusão e suspensão, o Tricolor precisa, urgentemente, da estréia de seus reforços: Éverton Santos e Eduardo Ratinho. Pensando bem, não é tão urgente assim.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Nem goleada consegue espantar a crise.

O clima em São Januário, antes da partida de ontem entre Vasco e Atlético-Mg, era de pura tensão. A invasão da concentração vascaína por alguns torcedores, o abandono de Moraes e a constante hostilização aos jogadores, vinda da arquibancada, sinalizavam uma noite de pesadelo para a equipe carioca. Mas o que se viu em campo foi um passeio de Edmundo e companhia que aplicaram no Galo a segunda maior goleada do Brasileirão: 6 a 1.

O jogo foi muito fácil para o Vasco. A equipe do Atlético não ofereceu resistência em momento algum dos 90 minutos e seu únicol gol foi devido a sorte do atacante Jael. O Time da Colina contou com uma noite inspirada de Wagner Diniz, que marcou duas vezes e ainda deu passe preciso para o gol de Leandro Amaral. Edmundo, Madson e Eduardo Luiz fecharam a goleada. Após a partida, Alexandre Gallo foi demitido do cargo de treinador do Atlético.

Uma goleada dessas costuma espantar a crise de qualquer time. Mas Edmundo fez questão de não deixar a paz voltar a aparecer em São Januário. Após a partida, o Animal declarou que Jean e Leandro Bonfim não jogaram por medo da torcida. Os dois acusados se defenderam dizendo que estavam machucados e por isso não foram a campo, sendo que Leandro Bonfim chegou a ironizar Edmundo falando que não sabia que seu companheiro de clube era médico. Para piorar a situação, a diretoria do Vasco anunciou que está disposta a negociar o meia Moraes e há boatos de que o zagueiro Luisão não quer jogar mais pelo Time da Colina.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Só faltou o gol.

Flamengo e Botafogo se enfrentaram, no último domingo, em jogo válido pela décima quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Para o Mengão, a vitória significava a retomada da liderança, que havia perdido para o Grêmio. Já para o clube preto e branco, ganhar o faria subir apenas uma posição na tabela. Mas nenhum dos dois times saiu de campo com os três pontos, pois o resultado final foi 0 a 0, mas que poderia muito bem ter sido um 2 a 2 ou 3 a 3.

Se toda a partida tivesse sido como o primeiro tempo, o resultado mais justo teria sido o 0 a 0. Os dois times pareciam estar sem vontade e os lances de emoção foram raros. Apesar do futebol pobre, pode-se dizer que o Flamengo foi melhor na primeira etapa, tendo criado a melhor chance dos primeiros 45 minutos. Obina recebeu a bola já quase dentro da área botafoguense, driblou o goleiro Castillo e chutou para o gol, mas o zagueiro Renato Silva apareceu para cortar quando a torcida rubro-negra já ameaçava gritar gol.

O futebol jogado na segunda etapa fez as duas torcidas saírem do estádio com a sensação que poderiam estar indo embora comentando um 2 a 2, por exemplo. O Botafogo tomou conta do segundo tempo, com destaque para Carlos Alberto que comandou a blitz alvinegra. O time de Ney Franco acertou a trave por duas vezes, com Wellington Paulista e Túlio, obrigou o goleiro Diego, que substituiu o titular Bruno, a trabalhar muito e ainda viu Fabio Luciano, zagueiro do Fla, salvar um gol em cima da linha. Como o Fogão comandava a partida, o Flamengo viu-se obrigado a jogar no contra-ataque. E dessa maneira, quase marcou em duas oportunidades, ambas com o atacante Éder. Para azar dos espectadores, os ataques dos dois times estavam em uma daquelas noites em que o jogo poderia ter 180 minutos que a bola não entraria no gol adversário.

O resultado final do clássico chamou a atenção para um problema das duas equipes, principalmente do Flamengo: a ineficiência dos atacantes. Este problema não é tão grave no Fogão, já que Wellington Paulista voltou a marcar após um longo jejum, mas a diretoria alvinegra já se mexeu e contratou os atacantes Gil e Zárate. Já no Mengão, a situação é mais complicada, pois o último gol de um atacante foi dia 09 de julho e o clube acabou de vender os homens de frente Souza e Marcinho. Para tentar solucionar o problema do ataque do Fla, Kléber Leite acertou a contratação de Vandinho, o terceiro maior artilheiro da temporada no Brasil, vindo do Avaí. Agora, resta aguardar as próximas rodadas para ver se ambas as diretorias acertaram nas compras.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Faça alguma coisa, Kléber!

A torcida do Flamengo não aguenta mais assistir os jogos do seu time torcendo para que um milagre faça a bola entrar na rede adversária pelos pés de um homem de ataque. A equipe precisa urgentemente de um atacante nato, de um jogador que seja procurado pela bola dentro da área, de um cara que honre o número nove em suas costas.

O último jogo do Mengão espelhou muito bem a situação atual do time. Foram dois gols feitos fora de casa e o empate contra a Portuguesa pode até ser considerado um resultado normal. Mas o que chamou a atenção foi a ineficiência do ataque. Os gols foram anotados por um zagueiro e um volante, ou seja, a equipe consegue colocar a bola dentro do gol, mas é muito dependente de jogadores que não têm como objetivo ver seus nomes na lista de artilheiros.

Ainda sobre o último jogo, enquanto os jogadores de marcação se esforçavam para cumprir as funções próprias e a dos atacantes, estes davam um show de incompetência na frente. No primeiro tempo, Souza, que tem apenas três gols no campeonato, desperdiçou uma chance que um jogador que já foi artilheiro do Brasileirão não pode deixar escapar. E o que falar de Diego Tardelli? Estava fazendo uma partida razoável, mas foi expulso da maneira mais infantil possível, quando colocou a mão na bola. Obina, Éder e Maxi também estiveram em campo e dispensam maiores comentários: fracos.

Mais impressionante do que uma equipe como esta ocupar a segunda colocação do Brasileirão, é saber que ela possui o melhor ataque da competição. Quanta ironia! Isto pode ser explicado pelo fato do meia-atacante Marcinho, que deixou o clube recentemente, ter feito sete gols nas onze rodadas que jogou. Esta marca do ex-flamenguista deixa a nação rubro-negra ainda mais triste. Primeiro porque viu ir embora o, até então, artilheiro do Brasileirão. Segundo porque agora tem que aturar cinco atacantes que tendo seus gols somados não chegam aos sete de Marcinho.

Agora, resta aos torcedores do Flamengo rezar para que o homem forte da Gávea, o vice-presidente de futebol Kléber Leite, mexa seus pauzinhos e traga algum atacante que saiba fazer gol. É bom que Kléber seja cobrado, pois a recente venda de Renato Augusto para o futebol alemão trouxe cerca R$ 15 milhões aos cofres do Fla. Se este dinheiro não for usado para alguma contratação, os flamenguistas, certamente, ficarão com uma pulga atrás da orelha com o dirigente rubro-negro, já que ele não tem um passado muito limpo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Verdão atropela Tricolor do Rio.

O Fluminense conheceu, na noite de ontem, sua sétima derrota no Brasileirão. Tudo bem que o jogo foi fora de casa e contra o Palmeiras, um dos melhores times da competição, mas na situação em que se encontra o Flusão, décimo oitavo colocado, qualquer pontinho é bem-vindo.

A vitória do time paulista foi comandada pelo lateral esquerdo Leandro e o atacante Kléber. Leandro estava voando em campo ontem. Ele deitou e rolou em cima do lateral direito tricolor Rafael, que nem deu muitos espaços a seu adversário, pois ficou mais preocupado com a marcação, mas, mesmo assim, o lateral do Verdão conseguiu ótimas jogadas. Em uma destas, ele cruzou para Maicossuel que só teve o trabalho de colocar a bola para o fundo da rede, fazendo o terceiro gol da vitória de seu time por 3 a 1.

Os outros dois gols da equipe paulista foram de Kléber. O jovem atacante costuma jogar como segundo homem de ataque, ou seja, passa a maior parte do jogo fora da área preparando as bolas para o centroavante Alex Mineiro. Mas este não jogou ontem porque estava suspenso, então o técnico palmeirense Vanderlei Luxemburgo deslocou Kléber para a função de centroavante, mais fixo dentro da área. E foi justamente dentro da área que o baixinho Kléber marcou, de cabeça, seus dois gols da noite. E ainda tem gente que acha que treinador não ganha jogo.

Com relação ao Fluminense, foi uma noite daquelas para se esquecer. No primeiro tempo, a equipe foi inferior ao Palmeiras, mas numa proporção aceitável para um jogo como visitante e o término dos primeiros 45 minutos em 1 a 1 podia ser considerado um bom resultado. Já o segundo tempo foi um desastre para o Flu. O time da casa dominou durante todo o tempo. A partida mais parecia um treino de ataque contra defesa do que um jogo oficial. Renato Gaúcho até que tentou mudar o panorama da partida, colocando Tartá no lugar de Fabinho, alteração que ele fez antes do Fluminense virar o jogo contra o Vitória na última rodada, mas nem assim sua equipe conseguiu criar alguma jogada de perigo à meta adversária.

Se tivesse ganhado o jogo, o Fluminense teria saído da zona de rebaixamento pela primeira vez no campeonato. Os resultados de hoje poderiam até colocá-lo de volta no grupo dos quatro piores, mas já seria um alívio para a torcida tricolor. Previsões à parte, o certo é que o Tricolor Carioca não pode pensar em outro resultado que não seja a vitória no sábado que vem, quando enfrenta o Figueirense, no Maracanã.

Devido à sua sexta vitória no Brasileirão, o Palmeiras alcançou a quarta colocação. Uma boa posição para uma equipe que tem como objetivo máximo classificar-se para a Libertadores 2009, mas não para um time que recebeu grande investimento no início do ano e foi montado para ser campeão nacional, como o Palmeiras. Vencer o Goiás fora de casa, na próxima rodada, pode ser uma prova para a torcida e investidores de que este ano o Alviverde será imponente, como diz seu hino.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Rivalidade sem inimizade.

Na tarde de ontem, Flamengo e Vasco se enfrentaram no Maracanã que recebeu um público de quase 68 mil pessoas, o recorde do Brasileirão 2008. Antes da partida, os vascaínos estavam felizes e super confiantes, devido ao 4 a 0 sobre o Sport, na última rodada. Já os rubro-negros aparentavam estar receosos de que o escândalo de alguns jogadores com prostitutas pudesse abalar psicologicamente a equipe. Após os 90 minutos, a alegria mudou de lado.

A primeira etapa foi um massacre rubro-negro. Enquanto o Vasco tentava atacar na base da vontade e da individualidade de Leandro Amaral, o Flamengo subia sempre de forma organizada, apresentando um ótimo toque de bola e sempre com Juan, o melhor em campo no primeiro tempo, explorando os espaços da Avenida Wagner Diniz. Foi justamente em uma das subidas ao ataque de Juan que nasceu o primeiro gol do Fla. Aos nove, o lateral esquerdo da Gávea foi derrubado na área por Wagner Diniz. Ibson cobrou o pênalti e botou seu time em vantagem no marcador. A diferença no placar aumentou aos 37: Fabio Luciano aproveitou a lambança entre o goleiro vascaíno Tiago e o zagueiro Eduardo Luiz para fazer seu primeiro gol no campeonato. A torcida flamenguista só foi tirar o sorriso do rosto aos 40, quando Leonardo Moura saiu de campo com dores na coxa direita.

Com apenas um minuto de bola rolando no segundo tempo, Leandro Amaral ficou cara à cara com Bruno, mas chutou fraco e o goleiro do Fla tirou com as pernas. Este lance animou e deu esperança à torcida vascaína de uma possível reação. Mas o Flamengo tratou logo de dar o tiro de misericórdia. Aos 18, Cristian recebeu a bola de Juan, escutou o grito de "Chuta!" de Caio Jr e soltou um míssil que foi parar no ângulo direito do goleiro Tiago, um golaço! Depois deste gol, grande partida da torcida do Vasco começou a se retirar do Maior do Mundo. Aqueles que ficaram ainda puderam ver o gol de honra de seu time. Aos 39, Edmundo deixou Alex Teixeira na cara do gol e o jovem atacante não desperdiçou a chance. Mas o pouco tempo de jogo que faltava e a noite infeliz do ataque cruzmaltino impediram qualquer suspiro de uma reação vascaína. Fim de jogo: Flamengo 3 x 1 Vasco.

A confusão no meio da torcida do Vasco foi um episódio isolado, pois o que se viu ontem foi um exemplo de rivalidade sadia. A imagem mais representativa disto estava na Tribuna de Honra, onde os presidentes de Flamengo e Vasco assistiram juntos a partida. Um exemplo que deve ser seguido por todos os apaixonados pelos dois times, como já foi visto ontem, quando a torcida do Fla cantava "Adeus, Vasco!", evitando cânticos de ofensa ao arqui-rival.