Flamengo e Botafogo se enfrentaram, no último domingo, em jogo válido pela décima quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Para o Mengão, a vitória significava a retomada da liderança, que havia perdido para o Grêmio. Já para o clube preto e branco, ganhar o faria subir apenas uma posição na tabela. Mas nenhum dos dois times saiu de campo com os três pontos, pois o resultado final foi 0 a 0, mas que poderia muito bem ter sido um 2 a 2 ou 3 a 3.
Se toda a partida tivesse sido como o primeiro tempo, o resultado mais justo teria sido o 0 a 0. Os dois times pareciam estar sem vontade e os lances de emoção foram raros. Apesar do futebol pobre, pode-se dizer que o Flamengo foi melhor na primeira etapa, tendo criado a melhor chance dos primeiros 45 minutos. Obina recebeu a bola já quase dentro da área botafoguense, driblou o goleiro Castillo e chutou para o gol, mas o zagueiro Renato Silva apareceu para cortar quando a torcida rubro-negra já ameaçava gritar gol.
O futebol jogado na segunda etapa fez as duas torcidas saírem do estádio com a sensação que poderiam estar indo embora comentando um 2 a 2, por exemplo. O Botafogo tomou conta do segundo tempo, com destaque para Carlos Alberto que comandou a blitz alvinegra. O time de Ney Franco acertou a trave por duas vezes, com Wellington Paulista e Túlio, obrigou o goleiro Diego, que substituiu o titular Bruno, a trabalhar muito e ainda viu Fabio Luciano, zagueiro do Fla, salvar um gol em cima da linha. Como o Fogão comandava a partida, o Flamengo viu-se obrigado a jogar no contra-ataque. E dessa maneira, quase marcou em duas oportunidades, ambas com o atacante Éder. Para azar dos espectadores, os ataques dos dois times estavam em uma daquelas noites em que o jogo poderia ter 180 minutos que a bola não entraria no gol adversário.
O resultado final do clássico chamou a atenção para um problema das duas equipes, principalmente do Flamengo: a ineficiência dos atacantes. Este problema não é tão grave no Fogão, já que Wellington Paulista voltou a marcar após um longo jejum, mas a diretoria alvinegra já se mexeu e contratou os atacantes Gil e Zárate. Já no Mengão, a situação é mais complicada, pois o último gol de um atacante foi dia 09 de julho e o clube acabou de vender os homens de frente Souza e Marcinho. Para tentar solucionar o problema do ataque do Fla, Kléber Leite acertou a contratação de Vandinho, o terceiro maior artilheiro da temporada no Brasil, vindo do Avaí. Agora, resta aguardar as próximas rodadas para ver se ambas as diretorias acertaram nas compras.
terça-feira, 29 de julho de 2008
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2 comentários:
pois é...só faltou um goool!
aiinda beeem !
bom comentário!
seu olhar é bastante preciso e correto!
continue assim!
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