segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Flu perde mais uma e Renato está fora.

Na noite de ontem, o Ipatingão foi o palco do confronto entre os dois lanternas do Brasileirão. De um lado, o Fluminense que buscava vencer para ficar a apenas um ponto de sair da zona do rebaixamento. Do outro, o Ipatinga que precisava urgentemente da vitória para que não ficasse quatro pontos atrás do penúltimo colocado. A superioridade do Flu indicava que sua quinta vitória no campeonato estava perto, mas, aos cinco do segundo tempo, veio o lance que mudou o rumo da partida.

Desde o início do jogo, já era perceptível que o Fluminense era o melhor time em campo. O problema era que a equipe carioca parecia estar sem muita vontade de atacar. Esta prostração do Flu aliada à baixa qualidade técnica do Ipatinga fizeram com que quase toda a primeira etapa fosse de dar sono. Bastava apenas ao Tricolor apertar o ritmo que o gol viria. E foi o que aconteceu. Nos últimos dez minutos, o Flusão foi pra cima do time mineiro e criou três chances claríssimas de gol. Em uma delas, Tartá contou com o desvio da bola na zaga do Ipatinga para abrir o placar.

O segundo tempo mal começou e o Flu quase ampliou. Tartá recebeu belo lançamento de Romeu e só não marcou seu segundo gol graças ao goleiro Fred. O bom início mostrava que o time de Renato Gaúcho não pensava em dar chance de reação à equipe mineira. Mas, aos cinco, o volante Fabinho tratou de acabar com esse objetivo. Ele deu uma entrada duríssima em Adeílson, deixando o Fluminense com um homem a menos em campo. Só mesmo a superioridade numérica faria o Ipatinga melhorar na partida. Tendo que jogar por 40 minutos com dez homens, o Flusão não resistiu à pressão mineira e sofreu a virada com gols de Adeílson e Kempes.

Com este resultado, Fluminense e Ipatinga passam a ter a mesma campanha: 4 vitórias, 4 empates e 11 derrotas. A lanterna, porém, fica nas mãos do clube mineiro, já que este possui menor saldo de gols. Algumas horas depois da partida, a diretoria Tricolor se reuniu e decidiu demitir Renato Gaúcho, técnico que levou o time até a final da Libertadores deste ano. Para seu lugar, Cuca deve ser contratado ainda hoje.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Parabéns, "torcedores" do Flamengo!

Na manhã da última terça-feira, a Gávea foi palco de um ato criminoso. Cerca de 30 vândalos, que se entitulam torcedores do Flamengo, invadiram o local de treinamento da equipe rubro-negra e começaram a protestar, devido à má fase do Fla, de uma maneira nada educada, com ofensas e ameaças aos jogadores. Mais grave ainda foi o fato de uma bomba ter sido jogada dentro de campo, onde os jogadores realizavam um treino coletivo.

Estas pessoas merecem os parabéns e toda a admiração da nação rubro-negra. Isto porque eles conseguiram fazer com que o atacante uruguaio Richard Morales, que já havia acertado sua vinda para o Fla, desistisse de jogar pelo time do Rio, devido ao pedido de sua família que ficou muito assustada com as imagens da invasão do treino. Se a negociação tivesse sido concretizada, Caio Jr contaria com um ótimo centro-avante, justamente uma das posições mais carentes de seu elenco. Mas graças a brilhante idéia de alguns sujeitos que não representam a postura da maior torcida do Brasil, a equipe da Gávea continuará sem seu homem-gol, ainda mais depois da contusão do atacante Vandinho na derrota de ontem para o Goiás.

Há sete jogos sem vencer, o que o Mengão mais precisa nesse momento é de apoio, de sua verdadeira torcida ao seu lado. Mas se algum flamenguista estiver satisfeito com a atual fase de seu time e considerar que um elenco que não possui um meia-armador e um centro-avante artilheiro não precisa de reforços, continue a tacar bombas na Gávea.

domingo, 3 de agosto de 2008

Fim da paciência com a brincadeira de Renato.

Exatamente um mês depois de perder o título da Libertadores para a LDU, o Fluminense entrou em campo, diante de um Maracanã vazio, para encarar o Internacional. Após duas derrotas seguidas, a vitória do Tricolor era fundamental para levantar a moral dos jogadores e fazer a torcida voltar a apoiar o time. Mas o esperado pela maioria não veio e o que se escutou depois da partida foi o tradicional coro de "Burro!" direcionado a Renato Gaúcho. Para aqueles que não sabem o resultado final do jogo, agora ficou fácil, pelo menos, de saber quem foi o vencedor.

O Fluminense começou melhor no primeiro tempo. O argentino Conca, que tem parecido estar mais solto sem a presença de Thiago Neves, conduzia muito bem sua equipe ao ataque, mas Dodô não estava em uma noite boa e um gol dificilmente sairia. Já o Inter jogava na base do contra-ataque e foi desta maneira que marcou seus dois gols, ambos com Nilmar. Vendo seu time perder por 2 a 0, já na primeira etapa, Renato Gaúcho colocou, aos 30, o atacante Somália em campo para fazer companhia a Dodô. A alteração só foi surtir efeito no segundo tempo.

Acomodado pela vantagem de dois gols no placar, o Internacional entrou em campo, para a segunda etapa, muito recuado, apenas com Nilmar isolado na frente. A nova cara do time dada por Somália aliada a preguiça de seu adversário fizeram o Tricolor dominar amplamente os primeiros 30 minutos do segundo tempo, chegando a marcar um gol com o esforçado Somália, aos 25. Até este momento, o Flu subia ao ataque de maneira organizada, sem dar chances de contra-ataque ao time do Sul. Mas nos últimos 15 minutos de jogo, o que se viu foi um Fluminense partindo para cima na base do desespero, devido ao pouco tempo restante. Com isso, a equipe de Tite passou a aproveitar os espaços deixados pelo seu adversário e a chance de sair o gol de empate do Flusão era a mesma do Inter marcar pela terceira vez. Apesar do movimentado final de jogo, o placar não foi alterado: Fluminense 1 x 2 Internacional.

A torcida colorada saiu do Maracanã comemorando a primeira vitória fora de casa de seu time neste Brasileirão. Melhor do que isso é saber que os reforços Daniel Carvalho, Gustavo Nery e D'Alessandro ainda nem estrearam e a equipe já demonstra força para brigar pelo título. Já o Fluminense vive uma situação bem diferente. A lua-de-mel entre o time e a torcida terminou, fato que ficou muito claro quando muitos torcedores tricolores comemoraram a expulsão de Maurício, que jogou improvisado na lateral direita, hostilizaram Renato Gaúcho e vaiaram o time como um todo. Sem seus dois Thiagos, que estão em Pequim, e sofrendo com problemas de contusão e suspensão, o Tricolor precisa, urgentemente, da estréia de seus reforços: Éverton Santos e Eduardo Ratinho. Pensando bem, não é tão urgente assim.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Nem goleada consegue espantar a crise.

O clima em São Januário, antes da partida de ontem entre Vasco e Atlético-Mg, era de pura tensão. A invasão da concentração vascaína por alguns torcedores, o abandono de Moraes e a constante hostilização aos jogadores, vinda da arquibancada, sinalizavam uma noite de pesadelo para a equipe carioca. Mas o que se viu em campo foi um passeio de Edmundo e companhia que aplicaram no Galo a segunda maior goleada do Brasileirão: 6 a 1.

O jogo foi muito fácil para o Vasco. A equipe do Atlético não ofereceu resistência em momento algum dos 90 minutos e seu únicol gol foi devido a sorte do atacante Jael. O Time da Colina contou com uma noite inspirada de Wagner Diniz, que marcou duas vezes e ainda deu passe preciso para o gol de Leandro Amaral. Edmundo, Madson e Eduardo Luiz fecharam a goleada. Após a partida, Alexandre Gallo foi demitido do cargo de treinador do Atlético.

Uma goleada dessas costuma espantar a crise de qualquer time. Mas Edmundo fez questão de não deixar a paz voltar a aparecer em São Januário. Após a partida, o Animal declarou que Jean e Leandro Bonfim não jogaram por medo da torcida. Os dois acusados se defenderam dizendo que estavam machucados e por isso não foram a campo, sendo que Leandro Bonfim chegou a ironizar Edmundo falando que não sabia que seu companheiro de clube era médico. Para piorar a situação, a diretoria do Vasco anunciou que está disposta a negociar o meia Moraes e há boatos de que o zagueiro Luisão não quer jogar mais pelo Time da Colina.